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Namíbia

Namíbia – horizontes sem fim.

A identidade da Namíbia está diretamente relacionada com o deserto do Namibe, um dos mais antigos e áridos do mundo. Muitos visitantes até questionam como é possível existir tanta vida selvagem, diversidade de flora e até mesmo pessoas vivendo ao redor diante de condições tão rigorosas. Esse é, com certeza, o grande charme da Namíbia, esqueça os estereótipos de deserto e conheça cenários deslumbrantes e cheios de vida.

Os visitantes terão a oportunidade de conhecer uma África bem diferente, durante o dia as paisagens são marcadas pelas areias avermelhadas dos seus desertos (Namib e Kalahari) e com as maiores dunas do mundo. Também poderão contemplar a imensidão das savanas e os famosos Big Five. À noite, a aridez também mostra seu espetáculo e proporciona um céu limpo, sendo um dos melhores lugares do mundo para observação de astros e estrelas.

Devido às áreas desérticas, o país possui uma das menores densidades demográficas e poucas cidades. Em contrapartida, nenhum lugar do planeta possui tanta vida selvagem nessas condições, são mais de 300 espécies de mamíferos, 500 espécies endêmicas de pássaros e mais de 100 de répteis.

O país é jovem, terá pela frente um grande desafio de reconstrução por causa do legado colonial. Entretanto, oferece ainda aos viajantes riquezas lingüísticas e culturais. São mais de 11 línguas indígenas, e com grupos étnicos distintos, cada um com suas peculiaridades, com seus rituais e crenças. Um destino inimaginável, com muitos passeios e aventuras terrestres, aéreas e aquáticas.

País situado no sudoeste da África, a Namíbia tem uma área de mais de 824 mil km², é três vezes maior que a Grã-Bretanha. É limitado ao norte pela Angola, ao sul pela África do Sul, ao leste por Botsuana e ao oeste pelo Oceano Atlântico. A Faixa de Caprivi se projeta para o nordeste até chegar no Zimbábue e Zâmbia. A nação é dividida em cinco regiões: norte, sul, central, costeira e Caprivi & Kavango.

A população da Namíbia está em torno de 2,1 milhões de pessoas, de acordo com o censo de 2011. A densidade demográfica é muito baixa, cerca de 2,4 habitantes por Km². Isso acontece por causa das condições rigorosas das áreas desérticas e semi-desérticas e a conseqüente ausência de água. As regiões mais povoadas são: Khomas, Ohangwena, Omusati. Já as menos povoadas são Omaheke, Karas e Hardap. Apesar da rápida urbanização, a maioria das pessoas vivem ainda em áreas rurais (58%) e 42% estão em zonas urbanas. Quase dois terços da população vive nas região norte e o restante está no sul.

Regiões geográficas

A nação tem cinco regiões geográficas distintas: Central Plateau (planalto central), Namib Desert (Deserto do Namibe), Escarpment (Escarpas), Bushveld (bosque misto e úmido) e ainda Kalahari Desert (Deserto do Kalahari).

O Deserto do Namibe se estende do norte da África do Sul até Angola e o cinturão desértico possui cerca de 100 km de largura. Movendo-se para o leste gradualmente sobe para uma altitude de 600 metros. É caracterizada por poderosas extensões de dunas de areia na sua parte central, já no norte e no sul o solo de cascalho domina a paisagem.

Em direção ao interior, surgem as Escarpas, uma parede montanhosa de até 2 mil metros. Na verdade, é um relevo de transição que se caracteriza pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. A Escarpa muda para o Planalto Central, que desce lentamente em direção ao leste.

As elevações das terras altas centrais variam entre 1.100 metros e 1.700 metros e se estende do norte ao sul. Windhoek, a capital do país, também está localizada nessa região, bem como a maior parte da terra arável. No litoral está o Deserto do Namibe e no interior está o Deserto do Kalahari. Grandes rios atravessam o território, servindo de fronteira com os países vizinhos, é o caso dos rios Cunene e Orange.

Na sequência do leste encontra-se a Bacia do Kalahari, que também faz parte do planalto, que atinge altitudes de mil metros em alguns lugares. É caracterizada por amplas planícies arenosas e cordilheiras de dunas com vegetação escassa. Outra área geográfica distinta é o nordeste com as regiões Ovamboland, Kavango e Caprivi, que recebem muito mais precipitação do que o resto do país. As regiões do norte são principalmente planas, o Caprivi é coberto com bosque denso, com arbustos e árvores mais próximas.

Namíbia é um país árido, composto na sua maioria por desertos, entretanto, tem uma ampla variedade de espécies de plantas, desde desérticas e semi-desérticas até perenes plantas subtropicais. Cerca de 70% da Namíbia é savana, com formações arbustivas e árvores dispersas e o destaque são os baobás.

No centro da Namíbia, a savana com pastagens extensivas predomina, esporadicamente são encontradas árvores, alguns tipos de acácia crescem perto dos leitos secos do rios. Já no nordeste, onde há uma maior pluviosidade, há a savana arborizada – com um maior número de árvores. Na faixa Caprivi, ao norte, região relativamente úmida, a savana é intercalada com baobás, figos selvagens e palmeira Makalani – árvores altas e elegantes, com folhas longas em forma de leque aberto e com espinhos afiados, o seu fruto é muito duro e comumente usado como matéria-prima no artesanato local.

A grama não cresce muito no sul árido da Namíbia e as árvores também são escassas. Entretanto, plantas com grande capacidade de armazenamento de água podem ser vistas com frequência na região. A mais impressionante é a Kokerboom ou Quivertree, endêmica da Namíbia e Namaqualand. Ela pode atingir uma altura de 9 metros e é freqüentemente encontrada na área em torno de Keetmanshoop e nas montanhas de Tiras.

Entretanto, existe uma área conhecida como “Succulent Karoo”, que possui a maior diversidades de plantas que armazenam água em áreas desérticas do mundo. Ela se estende do norte da África do Sul até o sudoeste da Namíbia e está listada como um dos 25 melhores lugares do planeta em biodiversidade, são mais de 6 mil espécies de plantas, sendo 40% endêmicas. Esse fenômeno natural só acontece porque a região está situada em uma zona de chuva no inverno.

A vegetação do país adaptou-se ao clima extremamente seco, gerando plantas exóticas como a Welwitschia mirabilis, planta nacional da Namíbia, que possui somente duas folhas, as quais duram a vida toda da planta, elas crescem continuamente e se desgastam nas pontas. Essa planta está presente no brasão do país.

A Namíbia tem o clima seco, típico de um país semi-desértico, onde as secas são regulares. Os dias, em sua maioria, vão de mornos a muito quentes, enquanto as noites geralmente são frescas. As variações climáticas do país coincidem com suas subdivisões geográficas. O planalto central é árido e as temperaturas variam de 40°C durante o dia até abaixo de zero à noite, isso acontece por causa da altitude. Enquanto a fria Corrente Benguela traz uma influência que modifica a costa do deserto e seu interior. A Benguela é o determinante principal do clima no Namibe, uma vez que ela reduz a incidência de chuvas e causa o ubíquo nevoeiro típico da costa.

Um aspecto interessante do clima da Namíbia são as vastas diferenças entre as áreas áridas desérticas e semi-desérticas do sul e as áreas tropicais ricas em água do norte, com suas abundantes chuvas de verão. As chuvas ocorrem mais no noroeste, às margens do rio Okavango, que apresenta clima subtropical. Já nas regiões do interior e norte recebem pequenos períodos de chuva entre outubro e dezembro. As fortes chuvas chegam entre janeiro e abril.

A época indicada para conhecer a Namíbia é durante os meses secos (maio a outubro). Na estação seca, além das chuvas serem escassas, a temperatura é mais amena e proporciona paisagens de tirar o fôlego. Já entre dezembro e fevereiro o clima é muito quente e úmido. Nos parques nacionais e áreas turísticas, os alojamentos costumam estar cheios, especialmente durante as festas oficiais. As épocas mais concorridas são as férias escolares na Namíbia, África do Sul e Europa.

O inglês é a língua oficial, mas apesar da pequena população, os namibianos possuem uma grande riqueza línguística e cultural. São mais de 11 línguas indígenas, é comum encontrar cidadãos que falam dois ou três idiomas e mais de 50% da população fala Ovambo. As outras línguas mais faladas são: Dama, Nama, Africâner, Kwangali e Herero.

As línguas indígenas são ensinadas na escola durante o nível primário, já no ensino secundário o inglês predomina. Outros idiomas europeus também são amplamente falados no país, entre eles: alemão, português, espanhol e francês.

Cidadãos brasileiros que desejam estudar, fazer turismo ou negócio na Namíbia por um período de 90 dias não precisam de visto. É imprescindível apresentar no embarque o Certificado Internacional de Vacinação, que comprova que a vacina de febre amarela foi devidamente tomada pelo menos até 10 dias antes. Crianças com menos de um ano estão isentas da vacina.

Quem deseja permanecer por mais de 90 dias, precisará de visto e deve entrar em contato com o Consulado ou Embaixada da Namíbia, no Brasil.

Embaixada da República da Namíbia em Brasilia – DF
SHIS QI 9 conjunto 8 casa 11 Lago Sul
CEP: 71.625-080 Brasília-DF
Tel: (61) 3248-6274 / 7621 – Fax: (61) 3248-7135
E-mail: info@embassyofnamibia.org.br
Site: www.embassyofnamibia.org.br

Consulado da República da Namíbia em São Paulo
Rua Augusta, 2516 – Cj. 32/33/34
São Paulo – SP – CEP: 01412-100
Tel: (11) 3065-6161 – Fax: (11) 3065-6161
E-mail: namibiaconsul@gmail.com

Os primeiros habitantes foram o povo San, que pertence aos assim denominados “bosquímanos”, ou “homens dos bosques”, eles vivem no sul da África há pelo menos 100 mil anos e tinham um estilo de vida nômade, eles viviam da caça e da coleta. Ao longo dos séculos, outros povos africanos se fixaram na região. Os exploradores portugueses, liderados por Bartolomeu Dias, estiveram na costa namibiana em 1488.

Entretanto, apenas no século XIX a presença européia foi notada, quando em 1870 a expectativa era que a Inglaterra anexasse a Namíbia até como extensão da Colônia do Cabo, porém a Namíbia não representava um grande valor econômico e a Inglaterra regressou em relação ao protetorado e deixou o caminho livre para a Alemanha. O território foi declarado um protetorado alemão por Bismark, em 1884. Dois anos mais tarde, as fronteiras internacionais foram delimitadas pela Alemanha, após tratados com Portugal e Inglaterra, e o território passa a ser chamado de África do Sudoeste.

Em 1885, os alemães enfrentaram forte resistência armada do reino de Herero, quando a Alemanha precisou recuar para a cidade costeira de Walvis Bay. Mas foi entre 1904 e 1907 que a grande resistência aconteceu, primeiramente foram as forças do reino Herero e depois as forças do reino Nama. Quando esse conflito acabou o saldo foi devastador, os povos nativos perderam mais de 80% e 67% da sua população, respectivamente. Os alemães impuseram seu poder no campo de batalha por meio de execuções sumárias e até campos de concentração onde os prisioneiros morreram de fome ou doença.

 Em 1914, a África do Sul invadiu a África do Sudoeste durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1915, a África do Sul ocupou a África do Sudoeste e os líderes brancos sul-africanos impuseram ao território as suas leis, conhecidas como Apartheid, um regime segregracionista que tornava obrigatória a separação entre negros e brancos e dava tratamento desigual e injusto aos negros. A Liga das Nações concedeu à África do Sul, em 1920, o poder de governar a África do Sudoeste. Porém, em 1946, a Organização das Nações Unidas não permitiu que a África do Sul anexasse o seu território à África do Sudoeste. Em contrapartida, os sul-africanos também se recusaram a deixar o território sobre tutela da ONU como Território de Confiança.

Nesse período, além dos conflitos armados, boicotes econômicos, políticos e comerciais, a África do Sul promoveu um desenvolvimento econômico que favoreceu apenas os colonos, entre 1945 e 1989. Por isso, surgiu o movimento pró-independência da Namíbia, em 1947. Mas este movimento demorou para se articular, apesar da criação de duas forças partidárias: Organização Popular da África do Sudoeste (SWAPO), em 1960, e a União Nacional da África do Sudoeste (SWANU), em 1959.

Só em 1971-72, por meio de greves, os dois partidos conseguiram apoio nacional, mas as forças sul-africanas reagiram com prisões arbitrárias, julgamentos sumários e tortura. A partir da independência da Angola, cujo país apoiava os ideais independentistas namibianos, foi estruturada uma guerrilha armada, que começou a afetar realmente a economia colonial. Em 1973, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu o partido SWAPO como uma representação legítima do povo da Namíbia. Em 1988, a África do Sul tenta invadir a Angola e as forças angolanas aniquilaram os sul-africanos e ainda como resposta os angolanos organizaram o Exército Popular para a Libertação da Namíbia (PLAN), da SWAPO, que conseguiu empurrar as tropas sul-africanas para a fronteira entre a Namíbia e a África do Sul. Nesse momento, a África do Sul se comprometeu com a independência da Namíbia em troca da retirada das tropas cubanas que chegavam de Angola.

No mesmo ano, o Grupo das Nações Unidas de Assistência à Transição (UNTAG) se estabeleceu no território para supervisionar as eleições, a nova Constituição e a independência da Namíbia. O líder da SWAPO, Sam Nujoma, saiu vitorioso na eleição para a presidência da República, de 1989, e foi reeleito mais duas vezes, em dezembro de 1994 e 1999, permanecendo no poder até março de 2005. Além disso, seguiu como presidente do SWAPO desde a sua fundação em 1960 até 2007. Em novembro de 2004, Hifikepunye Pohamba, candidato idicado por Nujoma, venceu as eleições presidenciais e foi reeleito em novembro de 2009.

O país ainda hoje tenta melhorar a situação difícil herdada do período colonial, mas é uma nação pacífica, com regime político democrático e internacionalmente a Namíbia faz parte da Commonwealth. As ajudas externas ajudam na reconstrução do país, como foi o exemplo do presidente Nelson Mandela que ao visitar a Namíbia, em 1994, além de confirmar a cedência de Walvis Bay à Namíbia, perdoou a grande dívida que este país tinha para com a África do Sul.

Mais de 40% do território namibiano está em área de preservação da natureza, desde montante 18% são parques de caça e reservas naturais. Muitos parques são indicados pelas impressionantes paisagens, muitos sem muita vida selvagem e outros têm como atrativos os Big Five (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte). Existem muitos hotéis e ótimas opções de alojamento sofisticados e também mais simples ao redor de parques e reservas, que proporcionam uma experiência de imersão mais autêntica.

Os quatro mais visitados no país são: Etosha Nacional Park, Namib Naukluft Park, Skeleton Coast National Park e Nacional Park Fish River Canyon.

O Parque Nacional Etosha (Etosha Nacional Park),no norte do país, possui mais de 100 mil km², tornando-se uma das maiores áreas protegidas do mundo. É o destino mais frequentado da Namíbia porque sua concentração de animais é uma das maiores do planeta, são mais 300 espécies diferentes de aves, uma centena de espécies de répteis e anfíbios. Os visitantes podem visualizar com facilidade os Big Five, além de zebras, gazelas, girafas e espécies raras como o rinoceronte negro, guepardo e impala de face negra. Este parque possui vários ecossistemas: uma floresta exuberante no norte e a savana mais ao sul, conta com ainda com lagoas secas que são inundadas com as chuvas e as cheias dos rios.

Parque Namibe Naukluft (Namib Naukluft Park), localizado na região sul do país,é vasto e abrange partes do Deserto do Namibe, por isso, atrai muitos turistas pelas belas paisagens áridas, além das maiores dunas de areia já vistas. A parte montanhosa do parque é excelente para caminhadas de longas distâncias pelas trilhas. Várias espécies de antílopes, zebras, babuínos, roedores são vistas com frequência na área, além disso, existem mais de 200 espécies de pássaros.

Parque Nacional Costa do Esqueleto (Skeleton Coast National Park), situado no noroeste da Namíbia e tem esse nome por causa dos ossos de baleias e focas que são encontrados no local, também chamam atenção as embarcações naufragadas e que foram soterradas pela areia do deserto. Uma parada obrigatória é em Cape Cross, onde as focas vivem em colônia de milhares ao longo da costa e também o cenário exuberante das gigantescas dunas de areia.

Já o Parque Nacional Cânion do Rio Peixe (Nacional Park Fish River Canyon) abriga o Cânion do Fish River, o maior rio do país. Sem dúvida, o cânion é uma das belezas naturais mais impressionantes da porção sudoeste do país. Com uma profundidade de 550 metros, ele é o segundo maior cânion do mundo. Este parque também atrai aventureiros de vários países por causa das suas famosas trilhas com cerca de 86 km, que oferecem longas caminhadas que demoram até 5 dias e só podem ser percorridas entre os meses de maio e setembro.

É uma experiência única conhecer a Namíbia e constatar como existe vida humana, selvagem e diversidade de flora diante da vastidão das areias vermelhas dos desertos: Namibe (na região costeira) e Kalahari (no interior do país). O deserto do Kalahari que se estende mais de 500 mil km ao longo da Namíbia e principalmente Botsuana, abrange ainda partes da África do Sul, Zimbábue e Angola. As hienas e os simpáticos suricatos estão compõem a fauna local.

Esse é o destino perfeito para quem deseja conhecer diferentes pássaros. Das 887 espécies de aves listadas para a África Austral, 676 foram registrados na Namíbia. Destas, cerca de 500 espécies se reproduzem no local, enquanto o resto são migrantes. Onze espécies são endêmicas, o que significa que mais de 75% de suas populações mundiais totais são encontrados na Namíbia.

O Deserto do Namibe está na faixa costeira da Namíbia, por isso, é mais úmido e o nevoeiro é constante. As suas dunas avançam desde o mar até 150 quilômetros no interior, formando um mar de areia que muda de cor e forma conforme a região. Dependendo da hora do dia, as cores das dunas variam desde o amarelo, passando por diversos tons de laranja até o roxo. O mais indicado é iniciar o passeio bem cedinho porque o sol baixo realça as cores e contorno das dunas. Suba nas dunas para ter uma dimensão deste deserto, um das maiores é a duna Elim.

Esse é um destino com paisagens completamente diferentes do que você está acostumado a visitar, mas que proporciona aventuras aéreas, terrestres e marinhas. Os turistas podem explorar as dunas a pé ou nos quadriciclos. Também existem sobrevoos no deserto a bordo de pequenos monomotores e até de balão. É possível ter outra perspectiva das dunas, cânions, da montanha mais alta Brandsberg (2.572 metros de altura) e até dos famosos navios do deserto. Essas embarcações encalhadas na costa foram soterradas pela areia do deserto que avança sobre o mar.

A capital Windhoek é charmosa com seu estilo colonial alemão, seja na arquitetura, culinária, cultura, estilo de vestimenta e instituições educacionais. Entre as atrações estão o Jardim Botânico, prédios públicos como o Parlamento e a Casa do Governo, castelos, monumentos nacionais, além das lojas de artesanato local.

Na região litorânea, na cidade de Walvis Bay, há o famoso passeio de barco até a Península dos Pelicanos, onde existe uma fazenda de ostras e colônia de lobos marinhos. Os pelicanos, as baleias e os golfinhos trazem todo encanto durante a viagem, os leões marinhos e pelicanos até sobem no barco e interagem com os turistas. A região também é conhecida por bons vinhos espumantes.

Não deixe de conhecer a Costa dos Esqueletos, ela recebe esse nome porque vários esqueletos de navios, baleias e até ossos humanos são encontrados na região. Ela está situada no noroeste da Namíbia, onde o Oceano Atlântico forma a linha costeira.

A cidade litorânia de veraneio Swakopmund é sempre agitada e suas lojas, cafés estão repletos de visitantes. Ela tem grande importância porque foi o principal porto alemão no período colonial e registra ainda fortes traços dessa época.

O Parque Nacional Namib-Naukluft é muito frequentado, nele o seco rio Tsauchad formou um grande vale com dunas imensas e de areia dourada. Durante as inundações, as águas represadas pelas dunas formam um grande lago de argila branca e sal conhecido como Sossusvlei.

Etosha é a primeira reserva natural da Namíbia e uma das maiores da África. Etosha deve a sua paisagem única para o Etosha Pan, uma depressão rasa grande de cerca de 5 mil km² que forma o coração do parque.

Damaraland é uma zona semi-árida conhecida pelas pinturas rupestres, bosque de árvores fossilizadas, mas que também oferece um safári imperdível. O local é o refúgio das únicas populações tanto de elefantes como de rinocerontes do deserto. Esses animais suportam difíceis condições e estão acostumados a viver perto do leito seco dos rios. Nesta área está a tribo Damara.

Namíbia possui dois pequenos grupos nômades: San ou bosquímanos (homens do bosque), que falam Khoisan e ainda os Himba, conhecidos como as “pessoas vermelhas”, por causa da pintura que cobre o corpo.

A etnia Himba vive no norte do país, possui um estilo tradicional de vida e que não muda há centena de anos, os homens cuidam do gado e as mulheres e crianças ficam na aldeia. Uma mistura de gordura com um pó ocre é usada para proteger a pele do sol e também como padrão de beleza. As mulheres usam apliques no cabelo com pele animal, cobrem apenas a parte inferior do corpo, além de usarem muitos adornos e enfeites. Em geral, esse povo é bem receptivo e costuma vender seu artesanato para melhorar a renda da tribo e as mulheres permitem serem fotografadas, ao contrário de outras tribos.

O inverno (maio a setembro) na Namíbia é caracterizado por temperaturas agradáveis, durante o dia cerca de 25°C, enquanto as noites são muito frias e os termômetros chegam a registrar abaixo de zero grau. A indicação é levar roupas de verão e também para enfrentar o frio à noite. Leve sempre um casaco nos passeios para o final da tarde quando costuma esfriar. Nos meses de verão, as temperaturas podem ultrapassar 30°C, nessa época você vai precisar de roupas leves e arejadas.

Para curtir os safáris e passeios ao ar livre, é recomendado levar na mochila binóculos, repelente de insetos, lanterna, chapéu com abas ou boné, protetor labial, protetor solar e óculos de sol. Dê preferência a roupas leves, de algodão em tons claros porque não atrapalha a observação dos animais, uma vez que se misturam bem com a vegetação nos parques e reservas. Use sapatos fechados e confortáveis, os mais indicados são os de cadarço.

Para quem vai alugar carro e dirigir pelo país, pode ficar tranquilo em relação à condição das estradas. Em geral, elas são bem conservadas. As estradas de areia, sal e cascalho são fáceis de dirigir até com carros tipo sedan, a menos que esteja chovendo, quando não é indicado dirigir em nenhum lugar. As estradas “C” (como estão indicadas no país) estão em melhores condições do que as estradas sinalizadas como “D”.

O transporte público não está disponível para todos os destinos turísticos do país. Existem serviços de ônibus de Windhoek para países vizinhos. Também existem muitos vôos regionais e domésticos no aeroporto da capital. Já o trem conecta a maioria das cidades, mas se movimenta extremamente devagar e faz muitas paradas. Por isso, ele não é tão popular e raramente está cheio.

A unidade monetária é o dólar namibiano (NA$) e ele está vinculado ao rand sul-africano, que tambem é a moeda oficial do país, com equivalência de 1 para 1. Isso acontece porque a economia dos dois países estão extremamente ligadas.

Caixas automáticos são comuns nas principais cidades e povoados, os cartões de crédito Visa, Master Card, American Express e Diners Club são aceitos em hotéis e restaurantes turísticos, nas cidades e povoados maiores. Dólar, Euro, Libra são facilmente trocados nos bancos e casas de câmbio, assim como travellers’ cheques. Geralmente, o horário de funcionamento dos bancos é de segunda a sexta, das 9h às 15h30, e nos sábados ficam aberto das 9h30 às 11h. Leve sempre dinheiro na mochila para comprar artesanato local, especialmente nas tribos próximas ao deserto.

O país possui um imposto de 15% sobre a circulação de mercadorias (VAT) que é adicionado ao preço da maioria dos produtos e serviços. É possível recuperar o VAT, no aeroporto Hosea Kutako, após apresentação da nota fiscal, passaporte e preenchimento de formulário.

Em geral, os cartões de crédito não são aceitos nos postos de gasolina, apenas dinheiro.

A voltagem do país é 220V. Adaptadores podem ser comprados em supermercados.

A água da torneira é limpa, pode ser ingerida nas grandes cidades e acomodações. Porém, nas áreas remotas consuma apenas água mineral engarrafada.

Ao dirigir pela Namíbia, preste atenção às placas de animais na pista e reduza velocidade. Antílopes, cabras e javalis são abundantes e causam frequentes acidentes, principalmente à noite.

Todos os leitos secos dos rios devem ser considerados perigosos durante a estação chuvosa, não dirija especialmente quando as nuvens são visíveis no horizonte. As enchentes devastadoras podem ocorrer entre o final da tarde e início da manhã. Os visitantes devem, por isso, nunca dirigir ao longo do leito seco dos rios ou até mesmo em acampamentos próximos do rio, na época das chuvas.

Recomendamos aquisição de seguro internacional confiável antes do embarque. Ele deve cobrir doença, acidente, roubo, evacuação aérea e ainda despesas hospitalares.

A profilaxia da Malária não é obrigatória para entrar na Namíbia, mas existe um risco real de contrair a doença nas seguintes províncias: Kunene, Ohangwena, Okavango (Kavango), Omaheke, Omusati, Oshana, Oshikoto, Otjozondjupa e Caprivi Strip (Faixa Caprivi). A recomendação é procurar um médico com antecedência para indicar a profilaxia necessária, principalmente para quem irá frequentar essas áreas.

Além disso, tome algumas precauções durante a viagem: use repelente de insetos, especialmente à noite, mosquiteiro e opte por roupas de mangas compridas e calças, já que assim o seu corpo vai estar menos exposto às picadas dos mosquitos.

Também é recomendado vacina contra cólera, tétano, hepatite, febre tifóide, além da obrigatoriedade da vacina de febre amarela e o certificado internacional emitido pela ANVISA para brasileiros. Por isso, planeje-se com antecedência porque muitas vacinas precisam de semanas para começar a fazer efeito no organismo.

Apenas 1% do território da Namíbia apresenta terra arável (usada para cultivo) e quase metade da população está empregada na agricultura.

Nas estepes da Namíbia, “buracos” na grama deixam os cientistas intrigados há anos. Em vários trechos, a vegetação esparsa deixa de existir em círculos quase perfeitos e deixa o solo “careca” nesses pontos. Esses círculos são conhecidos como “anéis de fadas”.

A Namíbia é o país mais árido do sul da África. Existem apenas rios secos na Namíbia, eles são chamados de “riviere” e as enchentes periódicas acontecem apenas na época chuvosa, muitas vezes por alguns dias ou até mesmo horas.

O país possui baixíssima densidade demográfica, em compensação lá se encontra a maior população de leopardos do planeta.

A cidade fantasma de Kolmanskopt é um verdadeiro mistério. Construída no começo do século XX, por aventureiros em busca de diamantes, hoje está completamente abandonada e semi coberta pelas areias do deserto.

No nordeste do país, podemos encontrar uma das mais antigas e misteriosas pinturas rupestres do mundo: “A Dama de Branco de Branderberg”, desenhada há mais de 2 mil anos e seu significado é cercado de mistérios.

Mielie pap, um tipo de mingau de milho, é base da alimentação Ovambo. A bebida que acompanha o prato principal é Matakatu, um “vinho” de melancia popular na região. E a sobremesa é um pedaço de !nara, um melão espinhoso. !Nara (a exclamação indica um estalo na pronúncia) possui raízes longas capazes de buscar águas subterrâneas, por isso o fruto sobrevive às terras menos férteis do país – nas dunas e leitos secos dos rios.

 



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