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Madagascar

Madagascar – Oitavo continente

Lêmures, florestas tropicais exuberantes, baobás, parques nacionais, lindas praias, montanhas, desertos espinhosos, tribos locais estão nos roteiros de Madagascar, um destino perfeito para viajantes que apreciam a natureza e atividades ao ar livre.

Madagascar é uma nação insular no Oceano Índico, a quarta maior ilha do mundo com belezas naturais impressionantes e muitos animais exóticos. Graças à sua localização isolada, desenvolveu uma grande variedade de habitats, e é considerado um dos locais de biodiversidade mais importantes do mundo. Embora cubra menos de 1% da superfície terrestre, o país é o lar de mais da metade das espécies de animais e vegetais do planeta.

Quem visita a nação tem ainda a oportunidade de conhecer uma excêntrica mistura de África e Ásia. São mais de 20 grupos étnicos e, por isso, há uma grande variedade de crenças e costumes, o patrimônio cultural tem raízes no sudeste da Ásia, Índia, África e Oriente Médio. Os antepassados são tão presentes no dia a dia dos Malagasy (nascidos na ilha) que em muitas regiões ditam as regras e estão até acima da lei.

Localizada no centro de Madagascar, a superpopulosa Antananarivo é a capital e ainda o centro político e econômico. Ela é conhecida como a “Cidade dos 1.000 guerreiros” e carinhosamente chamada de Tana.

A ilha foi separada do continente africano há cerca de 160 milhões de anos e está situada a 402 km da costa oriental da África, a leste de Moçambique. Devido à sua posição geográfica isolada dos países africanos – está separada pelo Canal de Moçambique – é conhecida como o “Oitavo Continente”. Madagascar garante seu quarto lugar no ranking das maiores ilhas do mundo – atrás apenas da Groenlândia, Papua-Nova Guiné e Bornéu – por causa de seus 587 mil km². Reúne mais de 250 ilhas e muitas fazem parte de arquipélagos.

Madagascar pode ser dividida em seis regiões geográficas: norte, florestas secas do oeste, planalto central, costa leste, florestas tropicais do sudoeste e florestas secas do sudoeste. O maciço de Tsaratanana fica no norte da ilha e lá se encontra a montanha mais alta de Madagascar, o monte Maromokotro, com 2876m. Para o oeste, as áreas altas descem de forma mais gradual e há uma larga planície costeira ao longo do Canal de Moçambique. Os planaltos centrais vão do norte ao sul da ilha, com altitudes entre 800 e 1.800 metros. Enquanto uma área sudeste de Madagascar recebe chuvas abundantes, no extremo sudoeste raramente chove. A ilha possui formações de calcário, no oeste e norte, conhecidas como “Tsingy” e resultam de anos de chuva que causa a erosão da base de calcário.

Possui uma população de mais de 21,9 milhões de habitantes, representada por mais de 20 grupos étnicos. Estima-se que mais de 80% vivem abaixo da linha da pobreza e dependem da agricultura. A capital, Antananarivo, fica no centro da ilha e está cercada por colinas.

As montanhas dividem a ilha de maneira geográfica, climática e cultural. A costa leste, por exemplo, possui mata densa e grandes conglomerados de árvores, já na costa oeste predomina a vegetação rasteira. Madagascar é o lar de dois tipos de floresta. A floresta decídua tropical cobre grande parte do oeste de Madagascar, enquanto a exuberante floresta tropical abrange regiões do leste e da borda do planalto central.

A ponta sudoeste é uma área de deserto muito seco, com enormes sebes e outros tipos de vegetação, como os baobás. Entre a paisagem de savana no noroeste e no deserto do sudoeste há outra área com uma paisagem de estepe.

As florestas tropicais de Atsinanana, compostas por seis parques nacionais no leste do país, são de enorme importância para sobrevivência da singular biodiversidade da ilha, diversas espécies são raras e encontram-se ameaçadas, especialmente os lêmures (primatas). Devido à sua importância, as florestas foram inseridas, em 2007, na Lista do Patrimônio Mundial.

As florestas decíduas são definidas pela presença de espécies de árvores com folhas largas e condições climáticas que incluem uma estação seca e longa, além de sua latitude tropical. Esses ecossistemas hospedam uma variedade extraordinária de espécies de animais e plantas diferentes, entre eles: baobás e lêmures.

Apesar de ser um destino que pode ser visitado o ano todo, o período mais indicado para viajar por qualquer parte do país é durante a estação seca (maio a outubro). Entretanto, nesse período a parte central do país, inclusive a capital, pode ficar fria, com ventania e chuva. Entre janeiro e março, as chuvas são pesadas e em muitas áreas as estradas ficam intransitáveis​​. Além disso, há um alto risco de ciclones no leste e nordeste de Madagascar.

As áreas no oeste e sudoeste ficam muito quentes durante o verão (novembro a março), mas os meses de inverno são agradáveis, com céu azul, temperaturas mais baixas e pouca chuva. A maior parte da chuva no nordeste cai de julho a setembro e o mar fica bem perigoso.

Temperaturas médias máximas variam entre 30°C nas zonas costeiras(maior no verão) para cerca de 25°C nos planaltos Hauts. Em Antananarivo e outras áreas montanhosas, as temperaturas durante o inverno chegam até10°C durante o dia e ainda é mais baixa à noite.

Hotéis e atrações turísticas populares ficam cheios e os preços costumam aumentar durante o período de férias na Europa (entre julho e agosto), no Natal e na Páscoa.

Ao circular pelas ruas é possível ouvir o malgaxe (malagasy) e francês, as línguas oficiais. Mas há também pessoas que falam dialetos e inglês, especialmente nas áreas turísticas. O malgaxe é um idioma malaio-polinésio falado pela maioria da população, já o francês continua sendo a língua principal nos meios escritos e na educação.

Madagascar começou a ser povoada por seres humanos nos últimos 2 mil anos, o que é recente na história da humanidade. Os Malagasy, como são chamadas as pessoas que nascem na ilha, são descendentes de povos da Indonésia, que cruzaram o oceano Índico e se estabeleceram em Magadascar. Povos árabes e africanos chegaram mais tarde, entretanto, fizeram contribuições importantes para a cultura da ilha. A costa leste de Madagascar era dominada por piratas.

A ilha se tornou conhecida pelos europeus depois de ser avistada em 1.500 por um navio português, comandado por Diogo Dias, que se separou de uma frota que seguia para a Índia. O capitão deu à ilha o nome de St. Lawrence. Nos anos 1500, os portugueses, franceses, holandeses e ainda ingleses tentaram estabelecer pontos comerciais em Madagascar, porém, todas essas tentativas falharam porque os guerreiros Malagasy impuseram condições hostis e lutaram contra a dominação estrangeira. Apenas no final do século XVII, os europeus conseguiram entrar em Madagascar, enquanto os piratas dominavam o lado leste da ilha, estes atacavam navios que levavam mercadorias da Índia para a Europa. Os franceses tentaram se estabelecer na costa leste também durante todo o século XVIII e não obtiveram êxito.

Os Sakalavas fundaram o primeiro reino de Madagascar. Porém, em 1810, seus rivais, os Merina, conseguiram unir várias tribos e formar um único império chamado reino dos Merina, que já dominava quase toda a ilha na época. O rei dos Merina, Radama I, estabeleceu relações comerciais com os britânicos e permitiu a entrada dos missionários ingleses e a divulgação do cristianismo pela ilha, inclusive o alfabeto romano foi introduzido. No reinado de Radama, Madagascar viveu uma pequena revolução industrial, o rei permitiu que os europeus contribuíssem com a modernização do reino para ampliar suas conquistas. Após a morte do rei, em 1828, a sua esposa, Ranavalona I, assumiu o poder e aterrorizou a ilha de Madagascar durante 33 anos. Ela expulsou estrangeiros, perseguiu cristãos, executou rivais políticos e retornou com a tradição de sacrificar crianças nascidas em dias considerados de má sorte. As relações com a Europa só foram rê-estabelecidas depois da morte da rainha.

No ano de 1883, os franceses atacaram Madagascar e transformaram a ilha em protetorado francês após quase 3 anos de guerra e muita resistência dos nativos. Madagascar tornou-se realmente uma colônia francesa em 1896, quando já controlava todo território. A monarquia foi abolida e o francês se tornou a língua oficial. Entre 1910 e 1920, houve o crescimento do nacionalismo, alimentado pelo descontentamento com o governo francês e, em 1947 os franceses suprimiram uma rebelião armada no leste, onde milhares de pessoas foram mortas. Já em 1958, Madagascar pedia por autonomia e foi concedida pelo presidente francês Charles de Gaulle. No dia 26 de junho de 1960, Madagascar se tornou independente com Philibert Tsiranana na presidência do país.

Mas, os militares queriam tomar o poder no início de 1970 com o objetivo de alcançar um paraíso socialista, que aliás nunca aconteceu. Tsiranana era considerado um bom líder, mas foi apontado por muitos radicais como sendo um fantoche dos franceses. Em meio a agitação popular, em 1972, Tsiranana deixou o cargo e foi sucedido por Didier Ratsiraka, um oficial naval. Em junho de 1975, o tenente-comandante Didier Ratsiraka é nomeado chefe de Estado depois de um golpe de Estado. O país é renomeado República Democrática de Madagascar e Ratsiraka é eleito presidente para um mandato de sete anos.

Em 1976, Ratsiraka nacionalizou grandes partes da economia e formou o partido Arema. Ao longo dos anos, ele aumentou o controle do Estado sobre a economia até 1986, quando mudou de rumo e promoveu uma economia de mercado. Mas, as pressões das manifestações contra as medidas adotadas aumentaram e Ratsiraka decidiu introduzir reformas democráticas em 1992, inclusive uma nova Constituição foi aprovada por referendo. Nos tempos do ditador Didier Ratsiraka o governo foi extremamente corrupto e roubou grande parte do dinheiro país. Madagascar era uma colônia de exploração, o que significa extração dos recursos naturais ao máximo, e nenhum investimento e crescimento econômico.

Em 1993, Albert Zafy foi eleito presidente. Mas, três anos mais tarde teve o mandato cassado e Ratsiraka foi reeleito para o cargo. Em março de 2000, um ciclone atingiu a ilha e deixou milhares de desabrigados. Em dezembro de 2000, o partido Arema ganhou nas eleições provinciais, na maioria das cidades, além de Antananarivo. Essas eleições foram para um novo sistema de governo local. Cerca de 70% dos eleitores não votaram depois que a oposição pediu por boicote, alegando que os eleitores não foram devidamente informados sobre as reformas.

Em fevereiro de 2001, um grupo de parlamentares da oposição estabeleceu a chamada “União da Crise para Defender a Democracia” já que o governo passava por uma grande crise política. Em maio de 2001, o Senado reabriu depois de 29 anos, completando o quadro de governo previsto pela Constituição de 1992, que substituiu o sistema revolucionário socialista. O novo quadro de governo compreende a presidência, Assembléia Nacional, Senado e alta corte constitucional.

O novo presidente, Marc Ravalomanana, prometeu trazer democracia ao país e governou até 2009. Ele construiu um império comercial e se tornou o homem mais rico de Madagascar. Ravalomanana foi forçado a sair do cargo e foi substituído por Andry Rajoelina, que deixou o cargo quando as eleições foram realizadas em 2013. O presidente da 4ª República Malgaxe, inaugurada em 2014, é o presidente Hery Rajaonarimampianina, que era ex-ministro das Finanças.

Cidadãos brasileiros precisam de visto para entrar em Madagascar. O visto que permite uma única entrada no país e permanência por 90 dias, pode ser concedido pelas representações diplomáticas ou consulados no exterior ou ainda na chegada ao aeroporto de Madagascar.

Entretanto, não há representação diplomática de Madagascar no Brasil e os trâmites ficam aos cuidados do Consulado Britânico, no Rio de Janeiro. É aconselhável entrar em contato com antecedência para obter as regras vigentes no momento da sua viagem.

É imprescindível apresentar no embarque o Certificado Internacional de Vacinação (ANVISA), que comprova que a vacina de febre amarela foi devidamente tomada pelo menos até 10 dias antes. Crianças com menos de um ano estão isentas da vacina.

Confira se o seu passaporte possui ao menos duas páginas em branco consecutivas e que está válido pelo menos seis meses após o retorno ao país de origem.

 

Consulado Geral Britânico, no Rio de Janeiro (RJ)
Praia do Flamengo 284, 2º andar
Rio de Janeiro RJ
CEP: 22210-030
Tel: +55 (21) 2555 9600
Fax: +55 (21) 2555 9672
E-mail: consular.rio@fco.gov.uk

Magadascar possui 47 áreas protegidas, divididas entre parques nacionais terrestres, parques nacionais marinhos, reservas naturais e reservas especiais. A conservação dos ecossistemas, o ecoturismo e desenvolvimento das comunidades ao redor estão entre as preocupações do país. A biodiversidade da ilha é única, 80% das espécies animais e 90% da vegetação são endêmicas, ou seja, exclusivas de Madagascar.

O Parque Nacional de Isalo é um dos mais visitados do país, ele é considerado um santuário natural, com paisagens belíssimas e ainda abriga a maioria das espécies endêmicas de Madagascar. São 77 espécies de aves, 14 espécies de lêmures noturnos (sendo 8 que foram introduzidas e 7 delas exclusivas), além de 400 espécies de flores e muitos répteis, anfíbios e carnívoros. Criado em 1962, é a principal curiosidade natural da rota do sul do país, esse parque é cronologicamente o segundo de Madagascar e cobre uma área de 81 mil hectares. Ele oferece muitas atividades, incluindo caminhadas para apreciar a fauna local, como os lêmures de cauda vermelha e de cauda anelada. O Cânion de Singes é outra atração, no seu caminho é possível curtir cachoeiras, piscinas naturais e lindas paisagens, sem falar no inesquecível pôr-do-sol.

Com 41.600 hectares, o Parque Nacional de Ranomafana é um dos mais bem equipados para explorar a biodiversidade da floresta tropical no leste. Situado em uma área montanhosa e muito chuvosa, que lhe rendeu o nome de “Terra da Neblina“, ele alterna penhascos verdejantes e rios com cachoeiras espalhadas. É o lar de 12 espécies de lêmures e também considerado paraíso das aves de Madagascar, são 114 espécies que podem ser vistas especialmente entre setembro e outubro. Desde junho de 2007, Ranomafana e outros cinco parques da costa leste foram reconhecidos coletivamente como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Já o Parque Nacional Montanha de Ambre cobre 18.200 hectares de um proeminente maciço vulcânico e com seu impressionante cenário, floresta tropical e cachoeiras, é um dos atrativos naturais mais frequentados de Madagascar. Foi criado em 1958 para proteger o maciço e seus ecossistemas, incluindo flora e fauna únicas da região. O maciço vulcânico varia de 850 metros a 1.475 metros de altitude e tem seu próprio microclima com chuvas semelhantes à região oriental. Possui trilhas largas, flora e fauna fascinantes, um clima agradável e muitas informações disponíveis para o visitante. O nome desse parque deriva da resina de cor âmbar que exala de algumas das suas árvores e é usada medicinalmente pelos povos locais.

A Reserva Natural Ankarana combina a enorme riqueza de um mundo calcário mineral com a variedade dos seus ecossistemas. Possui formações rochosas pontiagudas e calcárias, cavernas sagradas, rios subterrâneos e belas paisagens. Seus cumes pontiagudos de calcário são chamados de formações rochosas “Tsingy”, que se elevam a centenas de metros de altura. Correndo através deles e embaixo do Tsingy estão escondidos cânions cheios de florestas e numerosos rios subterrâneos. A flora e fauna rica e diversificada inclui muitos lêmures e espécies de aves interessantes. Com18 mil hectares, é habitat de 11 espécies de lêmures, 92 espécies de aves, 60 espécies de répteis e anfíbios e mais da metade dos morcegos de Madagascar.

Quem deseja conhecer os Indri Indri, que são os maiores macacos lêmures da ilha, deve visitar o Parque Nacional de Mantadia. Além dos lêmures, camaleões, tenrecs e muitas aves, o local atrai muitos turistas também por suas orquídeas raras que florescem na floresta, suas magníficas quedas d’água e pelos famosos rituais culturais dos habitantes de seu entorno. Mantadia e a Reserva Especial de Indri de Analamazaotra formam o Parque Nacional Andasibe Mantadia.

As paisagens do país são épicas e extremamente distintas, o visitante pode conhecer uma floresta densa e exuberante e depois um deserto espinhoso em apenas 300 quilômetros. Poucos lugares no mundo oferecem um caleidoscópio tão intenso da natureza.

Os distintos habitats vão desde florestas tropicais até florestas secas, desertos espinhosos, recifes, ilhas, algas marinhas, florestas de manguezais e estuários. Estes ecossistemas abrigam uma impressionante variedade de espécies selvagens, muitas das quais não são encontradas em nenhum outro lugar. Aproximadamente 95% dos répteis de Madagascar, 89% de suas plantas, e 92% de seus mamíferos não existem em nenhum outro lugar na Terra.

Não existem elefantes, zebras ou girafas como na maioria dos países africanos. Os lêmures são o símbolo do país, quem assistiu ao filme Madagascar tem uma idéia desses primatas fofinhos, com olhos esbugalhados e muito hábeis entre os galhos das árvores. Existem mais de 100 espécies de lêmures em Madagascar atualmente identificadas, eles variam na cor, no tamanho e nos hábitos. Por exemplo, alguns são noturnos, como o aye-aye; outros diurnos; insetívoros e vegetarianos; brancos, como o sifaka; castanhos ou ruivos; pequenos como a palma de uma mão ou do tamanho de uma criança, como o indri, que chega a medir até 1 metro de altura.

Madagascar é também a terra de 20 grupos étnicos. Estes grupos são mais resultantes de antigos reinos do que de diferenças étnicas reais. No entanto, a língua, o aspecto físico e algumas das tradições mudam de um grupo étnico para outro. Estas diferenças são também resultado dos primeiros movimentos populacionais vindos em parte da África e ainda da Indonésia. Esta mistura de origens torna a cultura ainda mais interessante.

As terras baixas da costa leste também são o lar de um dos maiores grupos étnicos da ilha, os simpáticos Betsimisaraka. O estilo de vida deste grupo étnico mantém as tradições e costumes dos tempos antigos. Eles cultivam arroz e vivem principalmente do que colhem na floresta.

Madagascar é um destino singular com características muito próprias, os ancestrais, por exemplo, fazem parte do presente dos malgaxe e não apenas do passado. Em muitas regiões, os costumes e tradições estão acima da lei e religiões do ocidente se misturam com magia. As histórias de espíritos e fantasmas dos antepassados são encaradas de uma forma tão real e natural quanto as conversas entre amigos nos mercados.

Antananarivo fica no centro de Madagascar e é dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa. A primeira região fica na encosta das colinas com casas multicoloridas, reúne lojas de artesanato, muitas feiras. Já na parte baixa está a agitação, garantida pelos restaurantes, bares, discotecas.

O arquipélago de Nosy Be é a principal atração na costa norte do país. Conhecida como “Grande Ilha”, ela é a maior ilha afastada de Madagascar, com 312 km², e a mais famosa área de resort turístico. São várias praias belíssimas, com céu e mar em tons de azul, povo simpático e hospitaleiro e cada final de tarde o pôr-do-sol é deslumbrante nesse paraíso. Os visitantes podem fazer passeios de barco pelas ilhas próximas, mergulho, snorkeling e ainda há atividades culturais.

A Ilha Sainte-Marie, conhecida também como Nosy Boraha, é uma ilha no leste do país ideal para quem busca tranquilidade, pretende ver os lêmures e camaleões. O famoso Parque Nacional Matadia, a ilha de Lêmure e Andisabe estão no seu interior. A ilha tem vilarejos de pescadores, pequenas pousadas, praias lindas e desertas.

No oeste, as paisagens são dominadas pelos baobás, as formações rochosas “Tsingy”, e uma costa recortada com inúmeros portos que foram usados ​​por piratas como refúgio. A Reserva Tsingy de Bemaraha apresenta uma fenômeno geológico raro e forma uma floresta de pedras afiadas, com pináculos de calcário de até 100 metros, formando verdadeiras catedrais, um cenário único e impressionante.

Já no sul do país, o Parque Nacional de Isalo é um paraíso selvagem, com diversas espécies de lêmures, plantas endêmicas, e a maciça rocha jurássica que se projeta para o céu. Na costa, Tuléar (Toliara) chama atenção pela beleza inusitada, é um porto e existem várias praias lindas nos arredores de Ifaty.

Madagascar reúne muitas paisagens e oferece diversas atrações para os turistas. Dependendo da região e passeios escolhidos – seja descansar nas praias, fazer longas trilhas nos parques nacionais – os itens necessários podem variar.

No geral, não deixe de incluir na sua mala: um leve casaco de chuva, pois nas florestas tropicais as chuvas e a umidade são constantes; casaco de frio leve para o entardecer e um casaco mais pesado (nos meses de inverno), calçado para caminhada e antiderrapante, meias de lã ou sintéticas (meias de algodão quando molham continuam úmidas por muito mais tempo), roupas confortáveis e fáceis de lavar e secar, uma pequena mochila ou bolsa de costas, lanterna de cabeça, faca de bolso, garrafa de água mineral, uma pequena toalha de rosto, óculos escuros, chapéu, binóculos.

Como prevenção, é importante levar repelente de insetos, medicamentos que você costuma tomar para febre, gripe, dor de cabeça, diarréia, alergia e até antibiótico.

O transporte mais popular no país é o taxi-brousse, uma minivan com 9 lugares mas que leva até 21 pessoas e muitas vezes animais. Eles circulam entre os principais pontos da cidade e até mesmo entre cidades. Apesar de ser mais barato, o visitante precisa ter paciência ao utilizar esse tipo de transporte porque ele só começa a circular quando todos os assentos são preenchidos com passageiros. Além disso, na maioria das vezes os veículos estão em péssimas condições de manutenção e as vias esburacadas, ou quase inexistentes em alguns trechos, tornam a uma viagem bem longa e cansativa.

Outro meio de transporte comum para pequenos deslocamentos é o pousse-pousse: um riquixá, espécie de carroça, puxada por um homem muitas vezes descalço e que acomoda duas pessoas.

Outra alternativa é buscar um transporte privado, alugar um jipe com motorista local que conhece bem a região e a viagem pode ser bem mais confortável e rápida.

Ariary malgaxe é a moeda usada em Madagascar. Um Ariary (Ar) é dividido em 5 iraimbilanja, tornando-a uma das duas moedas em circulação no mundo sem divisão decimal.

Euros são amplamente aceitos, já dólares algumas vezes em Antananarivo, grandes cidades e áreas turísticas. Há caixas eletrônicos em Antananarivo e em outras cidades principais. No entanto, você pode retirar apenas cerca de € 150 por transação, e os ATMs aceitam cartões Visa, na maioria dos casos.

Os cartões de crédito não são muito utilizados, exceto em alguns hotéis de luxo, em algumas agências de viagens maiores, porque é cobrada uma taxa entre 6% e 9% do valor a ser pago. Visa e MasterCard podem ser usados em alguns bancos para obter vantagens em dinheiro (ariary). Grandes bancos trocam travellers checks e dinheiro em moedas importantes. Os bancos funcionam, normalmente, das 8h às 12h e das 14h às 15h30/16h durante a semana.

A casa de câmbio no aeroporto de Ivato tem taxas que são tão boas quanto dos bancos e é normalmente aberta para chegadas de vôos internacionais.

Um imposto de 20% sobre a circulação de mercadorias (VAT) é adicionado ao preço da maioria dos produtos e serviços.

Recomendamos aquisição de seguro internacional confiável antes do embarque. Ele deve cobrir doença, acidente, roubo, evacuação aérea, despesas hospitalares.

Há risco de malária, portanto, recomenda-se procurar seu médico de confiança para indicação de medidas profiláticas contra a malária. Além disso, vacinação contra hepatite A e B, Tétano, Poliomielite e tratamentos de prevenção contra a cólera, especialmente quem vai visitar áreas rurais.

Sugerimos o uso de repelente de insetos ao amanhecer e entardecer, vestir roupas que cobrem bem o corpo nesse período e ainda utilizar mosqueteiro à noite.

É ainda obrigatório para os cidadãos brasileiros apresentar no embarque o Certificado Internacional de Vacinação com a vacina de febre amarela devidamente tomada pelo menos 10 dias antes da viagem.

A voltagem é 220V e as tomadas são com dois pinos.

Use sempre água engarrafada, até para escovar os dentes e evite gelo nas bebidas, caso não tenha certeza de que a água foi tratada adequadamente.

Nas pequenas cidades, a eletricidade é produzida por gerador e, por isso, ela está disponível apenas algumas horas por dia. Já nas grandes cidades o fornecimento não é interrompido.

A rede de telecomunicações é boa, cobre grande parte do país e está disponível na maioria das cidades. Apenas alguns lugares remotos não operam nenhuma rede de telefonia.

Não há conexão wifi em Madagascar, mas existem outros tipos de conexão à internet disponíveis em hotéis, cyber cafés por um preço justo.

A temporada de ciclones em Madagascar normalmente vai de novembro a abril. As zonas costeiras são particularmente afetadas e a indicação é monitorar o progresso das tempestades no período.

Seja cuidadoso em algumas áreas e siga sempre o conselho das pessoas locais, especialmente no sudeste do país. No triângulo do sul entre Ihosy, Tuléar e Fort-Dauphin a situação de segurança continua tensa e as estradas estão em muito mau estado de conservação.

Evite viajar à noite na Route Nationale 13 (RN 13) entre Ambovombe e Ihosy e na RN 10 entre Betioky-Andranovory (a rota ocidental para Tuléar). Houve vários ataques a veículos.

Seja vigilante na capital Antananarivo particularmente na Avenue de L’Independência, Ambohijatovo, Analakely, Bohorika, Isoraka Ampasamandinika, 67ha, Analakely e ao redor dos quartéis militares em Betongolo. Crimes podem acontecer e os turistas são muito visados, não ande sozinho, busque sempre orientação local.

Não existe representação diplomática brasileira em Madagascar, portanto, guarde bem seus documentos e sempre leve seu passaporte nos passeios, pois você pode ser abordado por policiais nas estradas. Guarde uma cópia na mala de todos os documentos, tickets de viagem, hospedagem.

Se você vem de um país ocidental o seu carro provavelmente será parado por policiais verdadeiros ou falsos, que irão conferir seu passaporte e pedir dinheiro. A recomendação é contratar um motorista local que já conhece essa prática e sabe lidar com a situação. Evite dirigir sozinho.

Leve apenas pequenas notas de dinheiro para fazer compras na rua, em mercados, feiras de artesanato, além de não despertar muita atenção, você pode ainda praticar a arte da pechincha.

Madagascar na língua malagasy é “Madagasikara”, derivado do proto-malaio “Fim da Terra”. Era uma referência à longa distância percorrida por mar pelos primeiros colonizadores malaios que chegaram à ilha.

O país também é conhecido como “Grande Ilha Vermelha”, pois seu planalto central é dominado por um solo vermelho. O nome técnico do solo é laterita, termo usado em Geologia para designar uma formação superficial ferruginosa e aluminosa endurecida. A chuva dissolve e retira facilmente elementos solúveis (tais como o sódio e silício) e deixa mais elementos insolúveis, entre eles, óxido de ferro, o que dá origem a cor vermelha do solo.

A baunilha é um dos produtos mais conhecidos de Madagascar e muito usada no mundo inteiro para dar sabor aos alimentos. Você sabia que ela vem de uma orquídea? Os grãos de baunilha precisam de pelo menos dois anos para crescer, além de todo processo de secagem, moagem das favas, o que torna o produto uma especiaria cara. Foi batizada por franceses há séculos como “Baunilha Bourbon” e assim é desejada no mundo todo.

Há um vasto número de deuses secundários ou espíritos da natureza que habitam certas árvores, rochas ou rios. Esses espíritos podem influenciar a vida das pessoas, que podem visitar locais que os espíritos residem para orar por eles. Espíritos também podem possuir humanos, enviando-os em transe (um fenômeno importante e regular em algumas tribos), bem como os animais, especialmente os crocodilos e certos lêmures.

Acredita-se que no Tsingy de Benavony a hora dos antepassados é ao meio-dia. Os guias locais juram ouvir vozes e passos de gente e dizem que os antepassados não gostam de ser incomodados nesse horário. Dessa forma, os passeio com turistas acontecem antes ou a partir das 13h.

Antananarivo é conhecida como a “Cidade dos 1.000 guerreiros”, pois o rei da tribo Merina disponibilizou um exército de mil homens para defender o território.

O prato nacional do país é o romazava, que é basicamente um guisado preparado com uma mistura de carnes e vegetais, especiarias e condimentos. O sucesso deste prato encontra-se na adição de carnes diversas em diferentes pontos durante o cozimento, mas todas as carnes são perfeitamente cozidas no final. Geralmente, o acompanhamento é arroz.

Um petisco muito popular é o Koba, um patê de arroz, banana e amendoim.

Madagascar é a casa de mais de 80 espécies de cobras, mas nenhuma delas é venenosa.

Segundo o livro dos recordes “Guiness Book”, o menor ovo que existe mede menos de 10 milímetros e é de um beija-flor que vive na ilha de Madagascar, cujo nome em inglês é “Vervain Humminbird” (Mellisuga minima).

As paisagens exibidas no filme “Madagascar”, lançado em 2005, foram aprovadas, inclusive pelo presidente de Madagascar na época, Marc Ravalomanana. Ele visitou os estúdios da DreamWorks durante a produção do longa para saber como os produtores haviam concebido o visual de seu país.



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